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“É preciso pensar em inclusão no sentido de quebrar paradigmas e romper o preconceito”

Postado no dia 2 de dezembro de 2016, às 19:04

Em homenagem ao Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, CRP-16 ouve uma de suas representantes no Condef, Edireuza Silva, que fala sobre a necessidade da luta contra as barreiras preconceituosas que existem na sociedade 

Neste sábado, 03 de dezembro, é comemorado o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência. Em homenagem à data, o CRP-16 conversou com uma de suas representantes no Conselho Estadual dos Direitos das Pessoas com Deficiência (Condef), Edireuza Fernandes Silva.

Para a psicóloga, quando se fala em se incluir as pessoas com deficiência é preciso lutar contra as barreiras preconceituosas existentes em meio à sociedade.

Precisamos pensar em inclusão no sentido de quebrar paradigmas e romper o preconceito. Precisamos avançar na discussão. Vencer o preconceito é algo que requer um trabalho diário. O Brasil precisa entender que a inclusão dos direitos das pessoas com deficiência não é garantida só em leis. Mas na prática diária, cotidiana”, afirma Edireuza.

De acordo com ela, esse trabalho vai além das/os profissionais da Psicologia.

“Essa prática não deve ser só da/o psicóloga/o. Mas de toda/o cidadã/ão. E principalmente do profissional que tem uma formação, seja ela qual for. Esse profissional tem de trabalhar a quebra do preconceito. Pois ser cidadã/ão é praticar o não preconceito. Esse deveria ser um compromisso ético de todo e qualquer profissional”, expõe.

Edireuza vê o arcabouço legal em prol das pessoas com deficiência como um avanço. Contudo, ela aponta para a necessidade da desconstrução de conceitos para se promover uma inclusão de fato.

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“No que diz respeito a leis e direitos, estamos bem avançados. Mas no que diz respeito aos conceitos pré-estabelecidos, precisamos avançar para desconstruir esses conceitos. Chamar atenção para sociedade no âmbito da formação de psicólogas/os, de ensino fundamental. Onde houver oportunidade de dizer: olhe para a pessoa, não para deficiência. Vamos incluir. Vamos inserir. Para incluir o primeiro passo é conhecer”, frisa a representante do CRP-16 no Condef.

Em que pese o avanço nas leis, a psicóloga lembra a importância de que elas sejam cumpridas.

“Temos o que comemorar, pois avançamos nas leis. Mas precisamos avançar no cumprimento das leis. E isso perpassa na mudança de atitude, em se buscar conhecer as limitações da pessoa e ser capaz de enxergar as habilidades da pessoa com deficiência. Então vamos focar na habilidade da pessoa. E não na limitação que a deficiência impõe a ela”, aponta.

Já em relação à profissão, Edireuza entende que a Psicologia deve se engajar em todos os tipos de deficiência.

A Psicologia precisa voltar o olhar para as pessoas com deficiência de forma mais ampla. A Psicologia está bem engajada na questão da saúde mental, da deficiência física, da síndrome de down, do autismo. Mas no âmbito da surdez, ela precisa avançar muito ainda. A se atentar a aprender a língua de sinais. Não basta atender a uma pessoa surda apenas considerando a escrita, ou a leitura labial. E um equívoco achar que todo surdo domina o português ou a leitura labial. Temos publicações de psicólogos nessa área. Então precisamos aumentar esse leque. Precisamos pensar em todas as formas de deficiência: auditiva, visual, mobilidade reduzida”, destaca Edireuza.

03 de dezembro – Dia Internacional da Pessoa com Deficiência
Em 14 de outubro de 1992, a 37ª Sessão Plenária Especial sobre Deficiência da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas estabeleceu o dia 3 de dezembro como Dia Internacional das Pessoas com Deficiência. A data objetiva promover ações em todo mundo para a conscientização e afirmação do compromisso pela transformação das situações de exclusão, em que vivem as pessoas com deficiência em diversas partes do planeta.

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