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Comissão de Saúde do CRP-16 orienta jornalista em matéria sobre suicídio

Postado no dia 13 de novembro de 2018, às 16:01

“Em conversa com a equipe de reportagem, nós apontamos que é importante a imprensa segui as orientações da Organização Mundial de Saúde para tratar do tema”, revela a psicóloga colaborada da Comissão de Saúde, Keli Lopes 

Em matéria recente, publicada no dia 11 de novembro de 2018, o Jornal A Gazeta falou sobre suicídio. O jornalista  Sullivan Silva, que assina a reportagem “Eles deram uma nova chance à vida“, contou com a colaboração da Comissão de Saúde do CRP-16 para produzir o texto.

“Participamos (como fonte) e orientamos o jornalista. O CRP-16 está junto da imprensa orientando em questões ligadas à saúde mental, como é o caso do suicídio. Em conversa com a equipe de reportagem, nós apontamos que é importante a imprensa seguir as orientações da Organização Mundial de Saúde para tratar do tema”, revela a psicóloga colaborada da Comissão de Saúde, Keli Lopes.

Segundo ela, foi o jornalista que demandou a colaboração e a orientação em torno da abordagem.

Livro. Falando na relação com a imprensa, Keli cita o autor Neury José Botega. Em seu livro, Crise Suicida – Avaliação e Manejo, Botega aborda a experiência com a mídia.

Autor cita aumento do número de suicídios no ES, em seu livro

“O autor é paulista, referência nacional no tema suicídio e aborda (no livro) um episódio que ocorreu na mídia no Espírito Santo e que culminou no aumento da taxa de suicídios no estado”, assinala a psicóloga.

Diante disso, Keli reforça: “por isso a nossa orientação é de fundamental importância nesse contexto”.

Tabu
A imprensa brasileira evita divulgar casos de suicídio a fim de evitar que tal informação possa estimular novos casos. O que na verdade se configura como um certo tabu, provavelmente norteado pelo “Efeito Werther”.

O colunista de Istoé Celso Masson explica: “Os Sofrimentos do Jovem Werther”, obra do poeta alemão Goethe lançada em 1774, narra como uma desilusão amorosa levou o personagem do título ao suicídio. A publicação do romance, embora ficcional, provocou uma onda de suicídios pelo mesmo motivo, no que ficou conhecido com “Efeito Werther” — uma das razões pelas quais criou-se o tabu de que a divulgação de um suicídio pode estimular novos casos”.

Contudo, o entendimento da Organização Mundial de Saúde (OMS) e de profissionais especialistas na questão do suicídio é outro. Em sua coluna, Masson pontua: “O suicídio, em muitos casos, pode ser um ato extremo de comunicação: uma busca sem volta de expor sentimentos antes represados. Segundo o alerta “Prevenir suicídio — um imperativo global” (2014), da Organização Mundial de Saúde, uma prevenção eficaz depende de inúmeros fatores — entre eles, informação de qualidade. Negligenciar as ocorrências pode aumentar o risco de novas tentativas.

Vale ressaltar, ultimamente, o Jornal A Gazeta vem buscando abordar a temática com o cuidado que ela precisa. Assim como outros periódicos da imprensa nacional, contribuindo para abordar de forma a não estimular novos casos.

 

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