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Profissionais destacam a importância da Psicologia e da multidisciplinaridade na área dos Recursos Humanos

Postado no dia 20 de dezembro de 2016, às 06:47

CRP-16 reforça sua mobilização pela não aprovação do PLS 439/15, que ao discorrer sobre as atividades do administrador, compromete a atuação de outras profissões no setor de RH 

diga_nao_plO CRP-16 segue sua mobilização para alertar a sociedade em geral sobre os prejuízos que o Projeto de Lei do Senado (PLS) 439/2015 trará à área de Recursos Humanos (Gestão de Pessoas), seja ela do setor público ou privado, caso a proposta se torne lei.

O projeto está em tramitação no Senado Federal e “dispõe sobre o exercício de atividades nos campos da Administração”. O PLS é de autoria do Senador Donizetti Nogueira (TO – fora do exercício) e foi proposto pelo Conselho Federal de Administração (CFA).

Clique aqui, acesse a consulta pública do Senado e vote contra o PLS 439!

A Assembleia das Políticas, da Administração e das Finanças do Sistema Conselhos de Psicologia, a Apaf, realizada nos dias 17 e 18 de dezembro, aprovou encaminhamentos para reforçar a luta da Psicologia contra a proposta.

“Foram dias intensos, mas deliberamos assuntos importantes e dentre eles o PL proposto pelo CFA, que retira a/o psicóloga/o e outras profissões da atuação em RH”, destaca a conselheira-tesoureira do CRP-16, Sharla Provietti Bitencourt, que representou o Conselho na Apaf junto do conselheiro-presidente, Diemerson Saquetto.

Ela convoca a categoria a fortalecer a mobilização do CRP-16 pela não aprovação do PLS. “A categoria precisa colaborar e participar desta mobilização, divulgando matérias, imagens que lembrem a importância da multidisciplinaridade nos Recursos Humanos. E também votando contra a proposta que está em consulta pública no site do Senado”, afirma a conselheira.

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Contribua com a mobilização do CRP-16. Divulgue nas redes sociais, dê sua opinião contra o PLS, na consulta pública do Senado

Clique aqui e veja os encaminhamentos da Apaf.
Acesse nesta matéria a consulta pública do Senado. 

Importância da Psicologia na área de Gestão de Pessoas
Psicólogas que atuam em RH destacam a importância da Psicologia neste espaço de atuação. E contribuem para reafirmar a necessidade de manutenção da multidisciplinaridade nos Recursos Humanos, uma vez que o PLS compromete não apenas o trabalho das/os psicólogas/os, mas das/os demais profissionais de RH que não são da Administração (já que o projeto torna exclusivo do administrador um rol de atividades da área de Gestão de Pessoas).

Para a coach master e diretora da Selecta (instituto de Psicologia focado na gestão integrada de pessoas), Vânia Goulart, a opinião pública precisa ficar a par do que prevê o PLS. E que a soma das profissões no Recursos Humanos é um diferencial.

“Precisamos saber o quanto é positivo a multidisciplinaridade em RH. A somatória do conhecimento é que faz a diferença. O que é Gestão de Pessoas? É lidar com tudo que é comportamento humano dentro de uma empresa, reunindo áreas conjugadas dentro do que é gerir pessoas. Precisa de (profissionais da área de/a) cálculos, saúde, assistência, equilíbrio emocional, gestão”, explica Vânia.

De acordo com a psicóloga, a diversidade enriquece.

“Juntos seremos mais fortes. O Brasil precisa acabar com isso (exclusão, individualidade). A diversidade é que dá a riqueza na área de Gestão de Pessoas. Se minha empresa precisa (de determinada/o profissional), vamos trazer, vamos discutir. Não existe para eu entrar, você tem que sair”, pontua.

A psicóloga do Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo (TRE-ES), Carina Charpinel Ventorini, acredita que as organizações vão perder com ausência da/o psicóloga/o, caso o PLS 439 seja aprovado dentro do que está previsto em seu texto.

“A Psicologia abrange inúmeros estudos científicos sobre o comportamento das pessoas nas organizações e sobre o próprio comportamento organizacional, o que agrega valor à área de Gestão de Pessoas e, por conseguinte, às organizações por possibilitar que as tomadas de decisão e o planejamento de práticas de RH fundamentem-se em dados consistentes”, assinala.

Carina fala ainda sobre a permanência de psicólogas/os e administradoras/es na área.

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Clique na imagem e leia mais sobre o projeto. E mais! Acesse o link da consulta pública no Senado e se posicione contra a proposta

“É relevante que as/os profissionais da Psicologia e da Administração permaneçam ambas/os atuando na Gestão de Pessoas, contribuindo juntas/os para o crescimento da área ao trabalhar com seriedade, compromisso e de forma interdisciplinar”, afirma.

A gerente de Desenvolvimento e Remuneração da ArcelorMittal Tubarão (antiga Companhia Siderúrgica de Tubarão – CST), Juliana Oliveira Almeida, lembra que no contexto atual há espaço para atuação da/o psicóloga/o em função das preocupações com a saúde do trabalhador, segurança do trabalho, capacitação de lideranças, motivação dos empregados.

“A Psicologia é uma ciência e tem fortes contribuições no campo da gestão de pessoas. A interdisciplinaridade no ambiente de trabalho e a participação de profissionais de diversas áreas enriquecem o aprendizado e potencializam os resultados da organização”, frisa a psicóloga.

Para Juliana, o PLS vai contra tudo que o setor de RH acredita enquanto desenvolvimento e estratégia de pessoas, desconhecendo até a própria função da/ psicóloga/o na Gestão de Pessoas.

“Vejo como necessário fazer uma revisão geral na Classificação Brasileira de Ocupações e em diversas outras regulamentações, não somente na profissão do Administrador. Especificamente em relação a essa categoria, o Art. 1º, § 1º, inciso III do PLS nº 439/2015 determina como competência restrita e privada do administrador o desenvolvimento de ‘métodos de soluções de conflitos nos campos da Administração e da gestão das organizações’. Isso mostra o quanto existe uma falta de entendimento do papel da/o psicóloga/o, assim como das competências do gestor de RH, nas organizações. E mais: representa uma monopolização de saber e de atuação – no caso do administrador -, e não uma simples revisão de profissão. Entendo que precisamos construir pontes e não derrubar”, crava a gerente.

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Depoimentos
As psicólogas reforçam a importância da Psicologia e da atuação das psicólogas e dos psicólogos no setor de Gestão de Pessoas, nos depoimentos abaixo.

“Para colocar a emoção a seu favor,  a Psicologia é necessária” 
As pessoas são contratadas pelo currículo, conhecimento, por administrar teoria e prática. Mas são demitidas pela sua atitude, comportamento. Entra pelo QI e sai pelo QE (quociente emocional). As pessoas entenderem o quanto é importante saber lidar com conflitos, emoções para usar os conhecimentos e habilidades. O potencial só emerge quanto a atitude, o comportamento está fluindo. Fico me perguntando: como será uma área sem o olhar da/o psicóloga/o? Sem o perceptivo do que é emoção? Para colocar a emoção a seu favor, para trazer à tona toda arsenal de conhecimento a Psicologia é necessária.

O outro movimento é ‘o que faz?’ O emocional contrata e demite com muito mais rapidez. A Psicologia cresceu em todos os lugares. Não apenas nas empresas. Quanto mais você tiver o autoconhecimento das suas emoções, melhor preparado vai estar em qualquer que seja a sua seara.

Vânia Goulart, psicóloga, coach master e diretora da Selecta (instituto de Psicologia focado na gestão integrada de pessoas).

“A atuação da psicóloga/o traz uma ampliação no olhar sobre os problemas organizacionais”
A Psicologia tem contribuído sistematicamente para um aperfeiçoamento das práticas de Gestão de Pessoas nas organizações ao longo dos anos. Os estudos da Análise do Comportamento trazem contribuições práticas e com resultados consistentes sobre o comportamento humano, a partir de muitas pesquisas e experimentos com um rigor metodológico científico. A aplicação desta ciência do comportamento ao mundo do trabalho chama-se Gestão do Comportamento em Organizações (Organizational Behavior Management – OBM).

A atuação do profissional psicóloga/o na área de Gestão de Pessoas traz uma ampliação no olhar sobre os problemas organizacionais, a partir do conhecimento científico adquirido acerca do comportamento humano, e uma maior efetividade nas ações a serem implementadas, levando normalmente a uma economia de recursos financeiros e de tempo pelas organizações, além de outros impactos como o aumento da produtividade.

Carina Charpinel Ventorini, psicóloga do Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo (TRE-ES).

“A/o psicóloga/o conquistou um espaço importante além do recrutamento e seleção”

Toda organização é um sistema social que precisa ser entendido nas suas relações, interfaces e interações, e o olhar da/o psicóloga/o analisa a complexidade destas interações. Hoje em dia, vemos que a/o psicóloga/o conquistou um espaço importante nas organizações, numa interface entre empresa e empregado que tem ido além do recrutamento e seleção. Desconsiderar esta conquista seria limitar a atuação da/o psicóloga/o e não ter estas relações valorizadas. Afirmo isto baseada na experiência da minha carreira na ArcelorMittal Tubarão, antiga CST , aonde convivi, aprendi e ensinei.


Tive a oportunidade de atuar em outros subsistemas de RH como planejamento de RH e Bussines Partner. Atualmente estou como gerente da área de Desenvolvimento e Remuneração. E, em todos os subsistemas que pude ter experiência, a referência do conhecimento em Psicologia foi um agregador para a visão dos processos.

Juliana Oliveira Almeida, psicóloga e gerente de Desenvolvimento e Remuneração da ArcelorMittal Tubarão.

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