NOTA PÚBLICA DE REPUDIO PELA SOLTURA DO RÉU CONFESSO DO HOMICÍDIO DE BÁRBARA RICHARDELLE
Envelope laranja e branco Impressora laranja e branca Mapa do Site Tamanho da Fonte Ícone de + para aumentar a fonte Ícone de A para retornar à fonte padrão Ícone de + para diminuir a fonte Contraste Ícone habilitar contraste Ícone desabilitar contraste
Logo do Facebook Logo do Flickr Logo do Instagram
Logo do Conselho Regional de Psicologia

NOTA PÚBLICA DE REPUDIO PELA SOLTURA DO RÉU CONFESSO DO HOMICÍDIO DE BÁRBARA RICHARDELLE

Postado no dia 5 de junho de 2014, às 21:37

10271504_659581177412233_3613484424290371864_n

O Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Mulher do Estado do Espírito Santo (Cedimes) tem entre suas atribuições o enfrentamento à violência contra as mulheres, seja no âmbito doméstico ou público. E por essa razão se empenha no processo de controle social das políticas públicas que possam enfrentar esse fenômeno.

Nesse sentido o Cedimes vem a público externar sua indignação e seu repúdio quanto à soltura de Christian Cunha: réu confesso da morte da jovem Bárbara Richardelle, de apenas 18 anos, assassinada de forma brutal no dia 17 de março de 2014.

Este homicídio chocou toda a população capixaba pela frieza do réu confesso, que além de estrangular a vítima, a golpeou com uma cavadeira, em uma loja em obras, na Praia da Costa, Vila Velha, Espírito Santo.

Se não bastasse toda essa crueldade, ele ainda comeu um churrasquinho, ao lado da vítima morta. Autuado por homicídio triplamente qualificado, Christian Cunha ficou na prisão somente 70 dias, sendo liberado sem qualquer fato novo que fundamentasse nova decisão judicial.

Este homicídio tem, como na maioria dos casos, motivações de ódio, desprezo, além do sentimento de posse sobre as mulheres, em uma sociedade marcada pela desigualdade de gênero e pela concretização do patriarcado.

O Espírito Santo é, comprovadamente, o estado da federação brasileira onde mais se mata mulheres e tem sido recorrente a não punição destes agressores e assassinos. A omissão dos gestores no âmbito dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário nos deixa a certeza de que essas autoridades tratam a violência contra as mulheres e, em especial, os homicídios de mulheres, com elevados níveis de tolerância.

A soltura desse criminoso é a representação mais cínica de uma cultura autoritária e machista que banaliza a violência contra as mulheres.

Exigimos que o réu confesso pela morte de Bárbara Richardelle volte para a prisão, pois caso contrário, a impunidade será um argumento que alimentará mais e mais casos de homicídios e de violência contra mulheres nesse Estado.

Solidarizamo-nos com a mãe de Bárbara, Selma Costa, com seu pai, Carlos Eduardo Azevedo, e toda sua família, que carregarão a perda irreparável dessa filha por toda uma vida. Conclamamos que os mesmos não desistam de lutar pela punição deste réu confesso e nos colocamos à disposição para essa luta.

Convocamos a sociedade e os movimentos sociais a se mobilizarem, indignarem e denunciarem essa situação de impunidade que vivemos no Espírito Santo.

Reiteramos a nossa missão com o enfrentamento à violência contra as mulheres, cumprindo o nosso papel institucional de cobrar e fiscalizar políticas públicas no aparato do Estado que concretizem mudanças substanciais nessa realidade de liderança de feminicídios, assim como reafirmamos o nosso compromisso de sempre denunciarmos as violações aos direitos humanos das mulheres, lutando pelo direito a uma vida livre de todas as formas de violência.

Conselho Estadual de Defesa dos Direitos das Mulheres do Espírito Santo (Cedimes)

Os comentários não refletem a opinião do CRP-16 sobre o assunto e são de inteira responsabilidade de seu autor, que poderá responder à Justiça caso cometa injúria, calúnia, difamação ou agressão a outrem e a esta autarquia, conforme os Termos e Condições de Uso do site.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *