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CRP-16 faz mapeamento de profissionais e estudantes de Psicologia afetados pela ditadura militar

Postado no dia 5 de fevereiro de 2013, às 16:56

Saiba como contribuir. Ação faz parte da mobilização Psicologia e Direito à Verdade e à Memória, do Sistema Conselhos

31 de março de 1964, as Forças Armadas derrubam o presidente do País, democraticamente eleito, instaurando um dos períodos mais sombrios e com inúmeros casos de violações aos direitos humanos na história do Brasil: a ditadura militar, que só terminaria em 15 de março de 1985.

Nesses quase 21 anos de golpe, como foram afetadas/os as psicólogas e os psicólogos que hoje estão no Espirito Santo? E quem cursava a Psicologia? O que a Psicologia tem a dizer sobre esse período ?

Para dar visibilidade de como a ditadura afetou o trabalho das/os psicólogas/os e a formação dos estudantes da profissão, o Sistema Conselhos de Psicologia está mapeando, em todo o Brasil, quem vivenciou os “anos de chumbo”.

Esta ação faz parte da mobilização: Psicologia e o Direito à Memória e à Verdade. A previsão é de que a sistematização dos relatos seja divulgada pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP) no dia 31 de março de 2013 – data que marca os 49 anos do golpe militar.

Como contribuir? Aqui no Estado, o mapeamento será de responsabilidade da Comissão de Direitos Humanos do CRP-16.

Por isso, quem sofreu violações de direitos durante o período ditatorial nos municípios capixabas deve ficar atento aos meios de comunicação do Conselho, pois o CRP-16, em breve, divulgará como irá catalogar as informações repassadas por quem se disponibilizar e tiver interesse em contribuir com o mapeamento.

“Psicólogas e psicólogos que viveram diretamente a questão da ditadura ou que eram estudantes na época. A/o psicóloga(o) que tem relação com alguém que sofreu diretamente. E as/os psicólogas (os) que ouviram relatos no seu fazer psicológico podem participar do mapeamento”, explica o conselheiro do Comissão de Direitos Humanos do CRP-16, Felipe Rafael Kosloski.

Vale ressaltar que cada CRP irá coletar os relatos de psicólogas(os) que vivem hoje em seu estado atual. Ou seja, aqui no Espírito Santo, o CRP-16 poderá conseguir relatos de pessoas que vivenciaram o período em outras partes do pais.

“É muito importante a contribuição de profissionais e de quem estudava Psicologia e que, de alguma forma, foram afetados pela ditadura aqui no Estado. Essas informações vão permitir que o CRP-16 contribua com o projeto Psicologia e o Direito à Memória e à Verdade do Sistema Conselhos para dar visibilidade aos fatos ocorridos durante os anos do regime militar”, frisou o conselheiro.

Kosloski representou o Conselho em uma capacitação promovida pelo Conselho Federal de Psicologia, nos dias 18 e 19 de janeiro em Brasília. Essa oficina contou com a participação de conselheiras/os das comissões de Direitos Humanos dos Regionais e do CFP, sendo realizada para intensificar as atividades da mobilização Psicologia e o Direito à Memória e à Verdade.

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