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PL 30 horas: Câmara faz 1ª sessão ordinária das 5 previstas no prazo regimental

Postado no dia 7 de agosto de 2014, às 18:26

Fenapsi reforça convocação para que psicólogas e psicólogos se mobilizem e pressionem os parlamentares para não proposta ser sancionada e não retornar ao plenário 


A Câmara dos Deputados, em Brasília, realizou nessa terça-feira (5) a primeira sessão ordinária das cinco previstas no prazo regimental da Casa para que o PL 3338/08, referente à redução da carga horária das/os profissionais da Psicologia para 30 horas sem redução de salário, vá à sansão presidencial sem a necessidade de apreciação pelo plenário. O prazo foi iniciado no dia 1 de agosto.

A vice-presidente da Fenapsi, Shirlene Queiroz, diretora que acompanha o andamento do PL em Brasília, está monitorando o andamento da matéria por meio da chefia de gabinete do deputado Eduardo Sciarra (PSD-PR). As sessões extraordinárias não contam para o prazo regimental e não há calendário disponível sobre as datas das próximas sessões ordinárias.

Aprovação
O PL 30 Horas foi aprovado no dia 15 de julho na CCJC da Câmara Federal, a última pela qual precisava passar, mas isso ainda não é garantia de que ele será uma realidade. Após aprovado na Comissão o PL aguarda prazo regimental de cinco sessões ordinárias para ir à sanção presidencial. Neste período poderá haver pedido de recurso para que o PL seja levado ao plenário, o que retardará muito o processo. Para dar entrada neste recurso é necessária a assinatura de 55 deputados.

Por isso a Fenapsi convoca todas e todos as/os profissionais da Psicologia para que façam corpo a corpo com os deputados federais das bancadas de seus estados e pressionem por e-mail, páginas e perfis nas redes sociais, como Facebook e Twitter, com o objetivo de impedir que suas/seus parlamentares assinem requerimentos dessa natureza, deixando claro que as/os profissionais estão atentas/os às/aos deputadas/os que se posicionam contra a categoria.

Alguns membros da bancada governista estão se articulando dentro da Câmara, utilizando o prazo regimental, para recolher as 55 assinaturas, o que significaria o seu engavetamento sem previsão para votação. Sem elas o PL seguirá, após o prazo de cinco sessões, para uma decisão da presidenta Dilma Rousseff que terá 15 dias para se posicionar sobre a sanção da matéria, cenário considerado ideal para a categoria.

Articulação
No dia 28 de julho o ministro da Secretária de Relações Institucionais do Governo Federal, Ricardo Berzoini, recebeu representantes da Federação Nacional dos Psicólogos (Fenapsi) em seu gabinete, assim como membros do Conselho Federal de Psicologia (CFP) e do Sindicato dos Psicólogos de São Paulo (SinPsi). A pauta foi o PL 3338/08, aprovado recentemente na última Comissão da Câmara dos Deputados, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC). A presidente da Federação, Fernanda Magano, e a vice-presidente, Shirlene Queiroz, participaram da reunião.

O ministro foi informado sobre o interesse da categoria na sanção das 30 horas e a luta pela aprovação da matéria que tramita há anos no Congresso Nacional.

Ricardo Berzoini destacou que a preocupação do Governo Federal não se restringe ao impacto financeiro, mas também à responsabilidade de prestar serviços de qualidade, ou seja, se haverá condições de atender toda a demanda de serviços de Psicologia para a população.

Sobre a coleta de assinaturas para a interposição de recursos ao PL das 30 horas para que ele não siga direto à sanção presidencial, passando antes pelo plenário da Câmara, Berzoini explicou tratar-se de uma praxe do governo, com o intuito de ganhar tempo hábil para avaliar o impacto do projeto, caso se converta em lei. A Secretaria de Relações Institucionais cuida da articulação do Executivo com o Congresso, portanto, a movimentação para que o PL das 30 horas vá para o plenário passará por Berzoini.

Até o momento, segundo o ministro, não haveria uma posição do governo contrária à proposição, apenas uma necessidade de estudo. Berzoini também destacou a preocupação dos prefeitos e governadores, especialmente pelo impacto da possível redução de jornada de psicólogas/os no Sistema Único de Saúde (SUS).

“Não é possível prever um calendário, por enquanto, tendo em vista que as sessões ordinárias vão depender do funcionamento da Câmara dos Deputados nesse período”, informou o ministro.

Fonte: Fenapsi. 

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