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O mercado de trabalho precisa se abrir para as pessoas trans

Postado no dia 28 de janeiro de 2020, às 20:17

Confira o artigo de Júlia Santigliani Pires, mulher trans e psicóloga conselheira do Conselho Regional de Psicologia da 16° Região (CRP-16/ES)

A promoção da saúde mental das pessoas trans é perpassada pelo acesso ao emprego e à renda. O debate acerca da abertura do mercado de trabalho para essas pessoas é urgente, considerando que o acesso a ele constitui uma dimensão importante da vida. Além disso, a presença de pessoas transgêneros em todos os lugares promove o combate ao estigma, estimulando a pluralidade e diversidade nos ambientes sociais.

A produção da saúde trans só é possível quando existe o reconhecimento da identidade com as quais elas apresentam seus corpos. Essa conquista precisa avançar para os postos de trabalho. Por isso, é importante que empregadores, privados e estatais, sejam estimulados a contratar pessoas trans.

É preciso desenvolver políticas públicas capazes de promover essa inclusão. E mostra-se primordial que seja estimulada a reflexão sobre o estigma social a ser superado na relação com essa população. Mas não há tempo para esperar passivamente ações de governos. Historicamente, o estado avança no campo dos direitos quando as mudanças sociais já estão em curso. Por isso, no Dia Nacional da Visibilidade Trans (29 de janeiro), é importante ressaltar a urgência de visibilizar essa população.

As conquistas dos últimos anos são resultado da luta dos movimentos sociais protagonizados pela população trans. Em 2018, a transexualidade passou a ser uma condição relacionada à saúde sexual, sendo retirada do grupo de “transtornos de personalidade e comportamento” da Organização Mundial da Saúde (OMS). O Conselho Regional de Psicologia da 16° Região (CRP-16/ES) realiza sua função de orientar a categoria e a sociedade utilizando resoluções do Conselho Federal de Psicologia (CFP), todas alicerçadas na produção científica da área.

Os documentos determinam que profissionais da Psicologia devem contribuir para a eliminação da transfobia – compreendida como todas as formas de preconceito contra as pessoas travestis e transexuais. Além disso, as travestilidades e transexualidades não devem ser consideradas patologias e, por isso, é vedado às/aos psicólogas/os propor, realizar ou colaborar com eventos ou serviços que visem a terapias de conversão, reversão, readequação ou reorientação de identidade de gênero.

O CRP-16/ES é historicamente aliado dos movimentos sociais e continuará aliançado com essa luta, pois entende que a Psicologia tem contribuições importantes a dar para que haja avanço nas conquistas de direitos dessa população. Gerar oportunidades de emprego e renda para as pessoas trans é fator fundamental nessa caminhada.

Clique aqui e confira a Resolução 01/2018 do CFP que estabelece normas de atuação para as psicólogas e os psicólogos em relação às pessoas transexuais e travestis.

 

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