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Categoria deve se unir em favor da derrubada dos vetos à Lei Federal que altera o CTB

Postado no dia 23 de novembro de 2020, às 22:15

Psicólogas apontam importância da especialização profissional e da avaliação psicológica. GT do CRP-16 vai ajudar reforçar a mobilização no Estado  

Psicólogas discutem sobre a Psicologia do Trânsito em reunião virtual realizada pelo CRP-16

Em reunião virtual realizada no dia 13 de novembro, o CRP-16 fez um importante debate em torno da Psicologia do Trânsito. Psicólogas/os que atuam e atuaram na área participaram do evento que reforça a mobilização do Conselho Regional em favor da campanha da Psicologia brasileira pela derrubada de vetos da Lei Federal 14.071/2020 (alterações no Código de Trânsito Brasileiro).

No encontro, foi destacado a importância da Psicologia na questão que vai muito além da avaliação psicológica. A capacitação técnica foi debatida mostrando que o título de especialista (em Psicologia do Trânsito), do Conselho Federal de Psicologia (CFP), veio colaborar com uma formação mais adequada para atuação profissional na área, tendo como consequência direta uma prestação de serviço à sociedade com mais expertise por parte das psicólogas e psicólogos.

Além disso, as participantes convocaram a união/os das psicólogas/os do Trânsito (e de outras áreas da Psicologia) para mostrar o valor da contribuição da profissão para o trânsito. Nessa discussão, a mobilização histórica da Psicologia no final dos anos 1990 e início dos anos 2000, que fez a luta contra a proposta de retirada da avaliação psicológica do CTB, é um exemplo a ser seguido.

Veja aqui como colaborar com a mobilização da Psicologia brasileira pela derrubada dos vetos. 

Debate
O debate foi conduzido pelas conselheiras que integram o Grupo de Trabalho de Psicologia do Trânsito do CRP-16,  Carolina Roseiro (CRP16/2644) e Tammy Andrade Motta (CRP16/3610). Tammy é a representante do CRP-16 no Cetran-ES, o Conselho Estadual de Trânsito no Espírito Santo.

A conselheira Tammy explicou o objetivo da reunião virtual. “Convocamos a reunião para promover uma aproximação entre o CRP e vocês que estão na ponta. Sabemos que a nossa profissão e que nós psicólogas e psicólogos temos condições técnicas para contribuir. E estamos fazendo a reunião também para mobilizar a nossa categoria no Espírito Santo pela derruba dos vetos presidenciais, reforçando a campanha nacional puxada pelo CFP, Abepsit e outras entidades”, salientou.

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A conselheira-presidenta do CRP-16, Carolina Roseiro, informou que Tammy é a referência do Conselho na questão do trânsito – até pelo fato de ser a representante no Cetran-ES, e adiantou que a proposta da autarquia é transformar o GT em uma Comissão do CRP-16. “O objetivo de tornar o GT uma comissão é para inserir no Conselho de forma mais continuada a questão da Psicologia do Trânsito, para se tornar referência na área aqui no Estado”, assinalou.

Debatedoras: confira destaques das falas das psicólogas convidadas para a reunião
A reunião teve como debatedoras: a psicóloga com atuação profissional em avaliação psicológica e professora da Universidade de Vila Velha, Hildiceia dos Santos Affonso (CRP16/792); a psicóloga da Associação Capixaba de Medicina e Psicologia do Trânsito (Acamptran), Rosiana Binda (CRP16/1122); e a psicóloga da Associação Brasileira de Psicologia de Tráfego (Abrapsit/RJ) Janaína Sant’anna Barros da Silva (CRP 05/17875). Confira alguns destaques das exposições feitas pelas três psicólogas:

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Janaína: “podemos fazer o enfrentamento”

“Não é tarefa fácil, mas acredito que possamos fazer o enfrentamento. Fizemos isso em 1998, quando FHC tentou tirar avaliação psicológica do Código; em 2001 conquistamos. Ele tirou a avaliação de todo o texto. Eu atuava no Detran, na perícia. A gente só podia fazer o que estava pendente. Mas conseguimos com o CFP e outras entidades da Psicologia apoiando a luta. Temos um tempo a nosso favor, porque a lei só entra em vigor em abril de 2021.

Não é completamente estranho (fazer a luta), não vai ser fácil mas não é impossível. Em 1998, conseguimos: foi uma voz só. Precisamos nos unir, é a Psicologia lutando pela Psicologia. Precisamos de apoio de quem não é do trânsito. Como foi a luta há pouco da Psicologia escolar. E temos maturidade para a luta. Não temos a vontade do governo, que não reconhece a perícia psicológica para obter a CNH.

Quem faz pericia é perito. Com todo respeito a todos profissionais. Precisamos ter essa informação muito clara para que os parlamentares entendam. Não é defesa de mercado, é defesa de serviço que se aplica. Vamos travar nossa luta para que o Parlamento entenda a importância de se fazer a perícia psicológica para ter a CNH, assim como é para o porte de armas”.

Hildiceia: importância do título de especialista e “psicologia do trânsito não é só avaliação psicológica”
“O veto presidencial ao título de especialista é um retrato de tudo que vivemos nessa atual gestão neste País que diz que não precisa de especialista. O veto é uma representação oficial desse contexto. Trabalhei como perita em clínicas do Detran. O quanto que o título (de Especialista do Trânsito, do CFP) mudou a área de avaliação psicológica na Psicologia do trânsito. Especialista do trânsito não é restrito à avaliação psicológica. Hoje temos testes psicológicos, o Satepsi, a nossa avaliação melhorou muito. Precisamos nos capacitar mais ainda. Quando o Conselho (CFP) lançou o título de Especialista do Trânsito, muitos psicólogos voltaram a estudar. O título é algo que se exige minimamente para uma formação adequada.

A avaliação psicológica não é só aplicação do teste. É ver o comportamento, a subjetividade do condutor. Ao fazer a avaliação, a gente tem um parâmetro do CFP, do que devemos fazer para avaliar o condutor. E a avaliação psicológica ela é preditiva: a avaliação prevê o que o comportamento do motorista pode interferir como condutor. Ser especialista é ser técnico, é ter domínio, é estudar para fazer um trabalho fidedigno e eficaz. Ter comprometimento com o comportamento humano. Precisamos lutar pelo espaço e pelo reconhecimento da especialidade. Por isso que temos que lutar para derrubar o veto”.

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Rosiana Binda: recredenciamento de clínica e finalidade da avaliação psicológica e promover saúde
“A meu ver o que é importante na avaliação psicológica: é sabermos de onde o candidato vem? Para onde ele vai? Qual história de vida? É uma primeira habilitação, mudança de categoria? O condutor vai fazer transporte de passageiros, escolar, qual o tanto de vidas que vão carregar? Então, é a importância que precisamos dar a avaliação. O olhar para avaliação é que vai diferenciar. Eu como perito especialista preciso ter esse conhecimento para poder avaliar. A finalidade da avaliação psicológica no trânsito é promover saúde. O documento é burocrático. Mas o que a gente vai avaliar, não. É a pessoa se ela tem condições para ser portadora da CNH.

Antes da Psicologia ser promulgada como ciência e profissão, temos registro de profissionais que aplicavam testes psicotécnicos para tirar CNH. Não vemos nossa profissão ser valorizada, respeitada.  Nosso trabalho mostra por si só sua complexidade e eficiência. A maioria dos acidentes de trânsito, 90% deles, são causados por falha humana. Falha humana é comportamento. Se pensarmos que precisamos da Psicologia com outras profissões do trânsito, a gente consegue sim (derrubar os vetos). 

No recredenciamento de clínica e avaliação, a gente avalia agressividade, emotividade, aspectos cognitivos temos tabelas para avaliar. Já os subjetivos, de personalidade, precisamos avaliar o que está exacerbado e o que está mínimo. Aqui no Estado, a gente tem a resolução 063/2014 que determina quais testes vamos usar desde que esteja regulamentado pelo Satepsi”.

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