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1º de maio: precarização dos empregos adoece trabalhadoras e trabalhadores

Postado no dia 26 de abril de 2017, às 18:55

Além do Dia das Trabalhadoras e dos Trabalhadores, em 28 de abril é lembrado o Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho, data que trata diretamente do adoecimento decorrente das atividades profissionais

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Na semana em que se comemora o Dia das Trabalhadoras e dos Trabalhadores (1 de maio) é importante que seja feita uma reflexão sobre os temas Saúde no Trabalho e Saúde do Trabalhador. Os movimentos das trabalhadoras e dos trabalhadores pela Saúde constituem uma luta perpétua e os seus focos mudaram no decorrer da história. A partir da 1a Guerra Mundial, com o fortalecimento das bases operárias, a organização das categorias conquistou o direito de viver. A luta, então, passou a ser por condições de trabalho que não danificassem a saúde do corpo. Houve conquistas como a diminuição da jornada de trabalho, higienização das fábricas, controle dos ruídos e gases tóxicos, entre outros.

Os aspectos listados, porém, são limitados quando a questão é o sofrimento psíquico da trabalhadora e do trabalhador. A luta pela “saúde mental” está em oposição à ideia do conceito de saúde como ausência de doença. Essa noção é equivocada, uma vez que não existe fato que seja normal ou patológico em si.

O trabalho afeta todos os aspectos do bem-estar (físico, psicológico e social) e se estende para muito além do lugar de trabalho. É um fator de construção da identidade, autoestima, realização pessoal e qualidade dos relacionamentos. Enfim, implica profundamente na qualidade de vida, em todas as suas dimensões. É importante ressaltar que, além do Dia da Trabalhadora e do Trabalhador, em 28 de abril é lembrado o Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho, data que trata diretamente da questão.

As reflexões propostas aqui também remetem a um tema conhecido entre os setores de Recursos Humanos e a Medicina do Trabalho. Trata-se do Absenteísmo, que é a ausência da trabalhadora e do trabalhador em seu posto de trabalho por doença ou outros motivos.

Entretanto, há ainda, uma análise de outro fator que se coloca como um desafio: o Presenteísmo, que é um comportamento implícito das trabalhadoras e dos trabalhadores que se sentem ameaçados, inseguros ou em risco de perderem seus empregos. Nesses casos há a tendência de permanecer no trabalho, ainda que doente, para marcar presença e demonstrar compromisso. Na verdade, a trabalhadora ou o trabalhador nessas condições transmite uma falsa impressão de ser produtivo.

As reformas da Previdência e Trabalhistas, que estão tramitando no Legislativo Federal, acentuarão ainda mais essas facetas negativas aqui apresentadas e agravarão as já debilitadas condições de saúde de uma grande parte das trabalhadoras e dos trabalhadores brasileiros, ampliando a quantidade de pessoas adoecidas pelo próprio trabalho.

Artigo escrito pelas conselheiras Maria Carolina Barbosa Roseiro, Sharla Provietti Bitencourt e Susana Maria Gotardo Chambela, com edição da Ascom do CRP-16.

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