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Seminário Regional aponta os avanços e desafios da avaliação psicológica

Postado no dia 1 de dezembro de 2011, às 15:37

Confira os delegados eleitos para o Seminário Nacional. Veja também o vídeo do evento online do CRP-16 que discutiu o tema da avaliação psicológica

Categoria compareceu em bom número ao auditório da sede do Conselho

Categoria compareceu em bom número ao auditório da sede do Conselho

No dia 26 de novembro, o Conselho Regional de Psicologia do Espírito Santo (CRP-16) realizou o Seminário Regional da Avaliação Psicológica e no dia 08, esse Regional já havia realizado um debate online com a presença dos professores Alexsandro de Andrade e Hildiceia dos Santos Affonso. Todos esses eventos fazem parte das atividades do Ano Temático da Avaliação Psicológica do Sistema Conselhos.

O seminário regional contou com a palestra da psicóloga doutora Ana Paula Porto Noronha que foi secretária e presidente do Instituto Brasileiro de Avaliação Psicológica (2003-2005; 2007-2009). Atualmente, integra o Conselho Federal de Psicologia (CFP), sendo a responsável pela área de Avaliação Psicológica.

Ana: "a avaliação retomou o seu status"

Ana: “a avaliação retomou o seu status”

Ana começou destacando a importância da escolha da Avaliação Psicológica para o Ano Temático. “Há muitas demandas importantes que poderiam estar sendo discutidas este ano e o Sistema (Sistema Conselhos de Psicologia) escolheu esse. Isso mostra a importância que o Sistema tem dado ao tema”, destacou.

Depois lembrou da importância que esse instrumento teve para abrir portas para a Psicologia.

“Foi ela (avaliação) que nos inseriu no mercado de trabalho. Nós não nos orgulhamos da forma como essas avaliações eram feitas, mas elas chamaram a atenção da importância e da necessidade da Psicologia para o nosso país. O problema é que não avançamos, pelo contrário, em alguns momentos abolimos os testes, mas não era necessariamente ele, mas a forma como trabalhamos com ele”, avaliou.

Ela acredita que, atualmente, a avaliação está num momento diferente. “A avaliação retomou o seu status e devemos repensar a todo o momento como estamos avaliando alguém e oferecer a essa pessoa um parecer”, cobrou.

Para ela, o psicólogo avaliador divulga a psicologia, então tem que fazer uma boa divulgação. “Ainda somos lembrados como profissionais que avaliam”, ressaltou.

Ensino
Ana revelou que o número de psicólogos trabalhando com avaliação ainda é muito pequeno, entre os quase 200 mil profissionais no Brasil hoje.

Revelou ainda que mais da metade dos psicólogos não se consideram como avaliadores e tem uma visão limitada desse instrumento. “Muitas pessoas não entendem que a avaliação psicológica pode atuar também na prevenção”, apontou.

Ela afirmou que para mudar esse quadro, é preciso mudar a forma de ensinar a avaliação psicológica e já passou da hora de se pensar a formação nessa área.

“O ensino está limitado à técnica apenas, de como se aplica e como se corrige o instrumento. Precisa criar uma capacidade crítica, pois o instrumento é o meio e não o fim. Não é o instrumento em si que vai me dar as repostas. É preciso conciliar com outros dados, com a observação”, explicou a psicóloga.

Ana informou que não são raras as vezes que ela recebe alunos que pela primeira vez estão tendo contato com instrumentos mais críticos. “É urgente essa revisão”, afirmou.

O antes da avaliação
A psicóloga utilizou dados de uma pesquisa realizada há 12 anos para demonstrar o ‘antes’ da avaliação psicológica.

Segundo ela, foram enviados questionários com três questões para 3 mil psicólogos. Tudo com envelope selado para facilitar a devolução, mas houve apenas 214 retornos. “É um dado importante de como estamos pouco preparados e envolvidos com a pesquisa”, avaliou.

Ana disse que mesmo com o pouco retorno, foram identificados três problemas importantes, apontados por ela na palestra:

Formação
“O primeiro problema foi a formação profissional. A carga horária, a ementa, a formação do professor. Nos cursos de Psicologia as disciplinas de avaliação sobravam. E já vi pessoas com formações diferentes ministrando disciplina de avaliação”.

Problemas de uso
“Uso inadequado por parte do psicólogo, que desconhece o limite do instrumento, ou atribui poder mágico a ele. Não reconhece que é um instrumento auxiliar, desconhece a teoria que o criou”.

Problemas com o instrumento
“Falta de estudo nacional, falta de instrumento atualizado, falta de instrumento para a realidade do Brasil que não tem tanta tradição em construção de testes”.

O agora da avaliação
Em seguida, Ana afirmou que muitos desses problemas foram sanados e nos últimos anos a área de avaliação psicológica cresceu substancialmente.

“Há programa de pós-graduação formando profissionais voltados para a construção e ensino da avaliação psicológica no país. Temos o Instituto Brasileiro de Avaliação Psicológica (IBAP). Nunca se produziu tanto em avaliação como se produziu nos últimos anos. Tem se discutido mais sobre avaliação, temos a revista de avaliação psicológica. Temos o Satepsi que é do Sistema Conselhos e imputa a esses instrumentos nível de excelência. Ainda mínimo, mas já tem”, revelou.

Ela lembrou que uma parte bem grande dos testes naquela época não tinham fundamentação. Eram comercializados, mas sem base cientifica.

“Apenas 30% dos testes tinham instrumento de precisão. Hoje todos têm, no mínino, um instrumento de precisão”, comparou.

Ana ressaltou que a avaliação é uma atividade desenvolvida exclusivamente por psicólogos. “Por lei, só o psicólogo pode fazer a avaliação. Mas ter esse direito só por lei não me agrada, mas sim porque os psicólogos fazem bem”, defendeu.

Para ela, muitos acabam fazendo sem competência. “Isso complica. Enquanto a gente não melhorar vamos abrir espaço”, condenou.

A psicóloga encerrou a palestra fazendo um apelo aos psicólogos. “Façam das suas ações profissionais instrumentos mais ricos para o avanço da Psicologia. Levem a Psicologia aos mais diferentes contextos de atuação e sejam sempre bons psicólogos e bons avaliadores. Estamos precisando de bons avaliadores, que saibam avaliar, que trabalhem sério, que usem a teoria”, concluiu.

Em seguida, os participantes puderam fazer perguntas.

Grupos e delegados
Na parte da tarde, os participantes do seminário foram divididos em três grupos para discutir propostas para o Seminário Nacional da Avaliação Psicológica que será promovido pelo Sistema Conselhos de Psicologia, pelas entidades parceiras (IBAP, ASBRo, entre outras) e pessoas de referência na área, em março de 2012.

avaliacao_psicologica_onlineGrupo2_ap
Grupo3_ap
Na volta dos grupos foram eleitos os delegados que participarão do evento nacional. São eles:

Alexsandro Luiz de Andrade
Sharla Provietti Bitencourt
Sheila de Oliveira Lopes da Silva

Suplentes
1º Suplente- Alexandra Maria Roman
2º Suplente- Marcela Ribeiro Calazans
3º Suplente- Fernanda Schiavon Ogioni

Objetivos
O Seminário Nacional terá como objetivos:

a) Promover reflexão no sentido de compreender a avaliação como um processo complexo, no qual os direitos humanos devem ser garantidos, bem como os princípios éticos e técnicos;

b) Discutir as informações, problemas e propostas levantadas pelos Conselhos Regionais por meio dos relatórios e formulários de avaliação dos eventos;

c) Construir material que sirva de referência nacional para a atuação das psicólogas e psicólogos na avaliação psicológica;

d) Fazer encaminhamentos para o avanço da avaliação psicológica;

f) Promover reflexão no sentido de propor e garantir que na análise e validação do testes psicológicos pela Comissão Consultiva em Avaliação Psicológica do CFP, aspectos relacionados aos direitos humanos sejam observados e determinantes no parecer final.

Após o seminário, o grupo de trabalho (GT) Nacional irá compilar todas as informações em um documento final que tem previsão de ser divulgado para a categoria até junho de 2012.

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