IV Mostra Nacional de Práticas em Psicologia no SUAS começa nesta sexta, 25, em Vitória
A IV Mostra Nacional de Práticas em Psicologia no SUAS “Territorialidades Interseccionalidades e Práticas de Cuidado na Política de Assistência Social” será realizada no Espírito Santo a partir desta sexta-feira, 25 de setembro.
O CRP-16 vai transmitir pelo YouTube do Conselho as três mesas da atividade. Os trabalhos começam com quatro oficinas na sexta pela manhã. À tarde, serão realizadas as mesas com transmissão online. Além do Regional capixaba, os Conselhos Federal e os Regionais de Minas Gerais, do Rio de Janeiro e de São Paulo participam da Mostra, organizada pela Conpas, a Comissão Nacional de Psicologia na Assistência Social.
Confira a programação:
Data: 25 e 26 de setembro de 2026
Endereço: Faculdade Multivix
Local: Centro Universitário Multivix Vitória – R. José Alves, 135 – Goiabeiras, Vitória – ES, 29075-080
Dia 25 de setembro – sexta-feira
9h: Credenciamento
9h às 11h30: Oficinas
Oficina 1: Psicologia no CRAS e CREAS: Atribuições, Limites e Possibilidades – SALA 107 BLOCO B
- Facilitadora: Patrícia de Fátima Pantaleão
- Resumo: A Psicologia integra, por obrigatoriedade legal da NOB-RH/SUAS, as equipes de referência do CRAS e do CREAS, ocupando lugar central na Proteção Social Básica e na Proteção Social Especial de Média Complexidade. A Oficina apresenta, de forma objetiva e aplicada, as principais atrubuições e desafios desse trabalho e as possibilidades que dele derivam. No CRAS, no âmbito do PAIF, a Psicologia oferece acolhida e escuta qualificada, conduz grupos com famílias, contribui para o diagnóstico socioterritorial e sustenta o acompanhamento familiar diante de vulnerabilidades pessoais e sociais. No CREAS realiza escuta especializada e acompanhamento psicossocial a famílias e indivíduos em situação de de risco pessoal e social, como violação de direitos, adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa e abordagem social. Em ambos os equipamentos, a articulação intersetorial — com saúde, educação, cultura e o Sistema de Garantia de Direitos — permite à Psicologia agregar aos demais saberes envolvidos no cuidado territorial. Fundamentada nas Referências Técnicas do CFP/CREPOP para o CRAS e o CREAS, na Nota Técnica CONPAS/CFP (2016) e nas Orientações Técnicas do MDS, a oficina evidencia como o delineamento técnico da profissão amplia o alcance do trabalho e dialoga com o tema geral da Mostra pois situa as atribuições nas territorialidades e interseccionalidades do cotidiano do SUAS, reafirmando a Psicologia como saber e fazer estratégico e essencial.
Oficina 2: Plano Individual de Atendimento: Diálogos sobre o Cuidado nas Medidas Socioeducativas – SALA 106 BLOCO B
- Facilitadoras: Ianara Medeiros, Thais Vargas e Graziela Rosario
- Resumo: Esta oficina tem como objetivo promover uma reflexão sobre o Plano Individual de Atendimento (PIA) como um dos instrumentos fundamentais para o planejamento da rotina socioeducativa, qualificando o atendimento, compreendendo-o para além de um documento administrativo. A proposta busca discutir o papel do PIA na construção de intervenções individualizadas, na garantia de direitos e na elaboração de estratégias que considerem a singularidade, as potencialidades e as necessidades de adolescentes e jovens em cumprimento de medidas socioeducativas. A atividade será desenvolvida por meio de uma metodologia participativa. Os participantes serão divididos em grupos e receberão um estudo de caso fictício, acompanhado de um modelo de PIA. A partir da análise da situação apresentada, cada grupo deverá elaborar o preenchimento do plano, justificando as informações registradas e as estratégias de acompanhamento propostas. Na etapa seguinte, os grupos apresentarão seus PIAs para o conjunto dos participantes. As apresentações servirão como ponto de partida para um debate coletivo sobre as diferentes possibilidades de construção do instrumento, abordando a finalidade e a importância de cada um de seus campos, os desafios encontrados em sua elaboração e a necessidade de uma atuação interdisciplinar e intersetorial. Ao final da oficina, espera-se fortalecer a compreensão do PIA como um instrumento ético, técnico e político, capaz de orientar o atendimento, favorecer o protagonismo do adolescente e de sua família e contribuir para a efetivação dos princípios do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE), qualificando as práticas profissionais e o trabalho em rede.
Oficina 3: Psicologia e vigilância socioassistencial: contribuições e compromissos para a assistência social – SALA 105 BLOCO B
- Facilitador: Joari Aparecido Soares de Carvalho
- Resumo: A vigilância socioassistencial é uma das principais funções de gestão da assistência social. Efetivar a assistência social como política de direitos requer compreender e aproveitar essa função na rotina das ofertas dos serviços, programas e projetos, na gestão do trabalho social, no planejamento da política e no controle social. Trata-se de produzir, analisar e compartilhar conhecimentos quantitativos e qualitativos, a partir de informações reunidas e sistematizadas que permitam compreender melhor tanto o que há em comum quanto o que é particular de sujeitos ou coletivos nos territórios, como reflexos objetivos e subjetivos de tramas de relações afetivas, históricas e políticas. Tal como algumas outras estruturas da assistência social, a vigilância socioassistencial é parcialmente presente nas gestões locais do país, havendo também descompasso de objetivos e procedimentos para integração entre rede de serviços, gestão da informação e controle social onde ela já foi implementada, sendo até superestimada, incompreendida ou ignorada por conveniência. Há, então, desafios a serem superados e possibilidades ainda a serem aproveitadas em termos conceituais e operacionais, seja nas micro ou macroatividades de vigilância sociassistencial. A psicologia como ciência e profissão em seus vários papeis na assistência social pode e precisa compreender e aproveitar a vigilância socioassistencial, tal como reciprocamente essa função da assistência social precisa compreender e aproveitar as contribuições conceituais, técnicas e éticas das várias ciências e categorias profissionais, como a psicologia, referenciadas para a assistência social. A intenção, para esta oficina, é subsidiar a efetivação ou fortalecimento de ações pontuais ou planejamentos integrais de implementação de vigilância socioassistenciais em contextos locais diversos para a atuação na assistência social.
Oficina 4: Proteção Social e Psicologia: Vigilância Socioassistencial no Enfrentamento da Violência de Gênero – SALA 104 BLOCO B
- Facilitadora: Tânia Pires Duarte
- Resumo: A oficina propõe um espaço de reflexão crítica e de qualificação da atuação profissional das(os) psicólogas(os) inseridas(os) na rede socioassistencial, considerando os desafios contemporâneos da proteção social e da garantia dos direitos humanos das mulheres. a atividade busca fortalecer práticas comprometidas com a promoção da cidadania, da autonomia e da superação das múltiplas formas de violência de gênero. A violência contra a mulher constitui uma expressão das desigualdades estruturais de gênero, atravessada por marcadores sociais como raça, classe, deficiência, território, orientação sexual e geração, exigindo intervenções interdisciplinares, intersetoriais e territorializadas. Nesse contexto, a Psicologia, inserida na política de assistência social, deve desenvolver ações de acolhimento, fortalecimento de vínculos, escuta qualificada, acompanhamento familiar e comunitário, articulação da rede de proteção e promoção do protagonismo das usuárias, respeitando os princípios do Código de Ética Profissional da Psicóloga e do Psicólogo. A oficina também abordará a Vigilância Socioassistencial como função estratégica do SUAS, responsável pela produção, sistematização, análise e disseminação de informações sobre vulnerabilidades, riscos sociais e violações de direitos presentes nos territórios. A apropriação desses dados subsidia o planejamento, o monitoramento e a avaliação das ações socioassistenciais, permitindo que as(os) profissionais identifiquem padrões de violência, fortaleçam fluxos de atendimento, aprimorem a articulação entre serviços e contribuam para a formulação de respostas mais efetivas às demandas da população.
13h às 14h: Credenciamento
14h às 15h30: Abertura Institucional e Palestra “Psicologia no SUAS: identidade profissional, compromisso ético e práticas coletivas que transformam territórios” – AUDITÓRIO
- Representações institucionais do CRP 16 (ES), CRP 06 (SP), CRP 04 (MG) e CRP 05 (RJ)
- Presidenta Ivani Francisco de Oliveira (CFP)
- Claudia Simões (CONPAS/CFP)
- Marcela Acioli (CONPAS/CFP)
- Sandra Regina Ferreira Barbosa (representante CNAS)
- Adriana Macedo (Coordenadora de Psicologia da Multivix)
- Márcia Mansur (CONPAS/CFP)
- Débora Akerman (MDS)
- Mariana Prioli (USP)
16h às 17h30: Mesa com CREPOP
- Mediação: Patrícia Pantaleão (CRP 04)
- Míriam Cristiane Alves (CFP)
- Hélio Roberto Braunstein (CRP 06)
- Fabrícia da Silva Lima Trazzi (CRP 16)
- Leiliana Souza (CRP 04)
- Lucas Gabriel de Matos Santos (CRP 05)
18h às 20h30: Encontro com FETSUAS e CNAS (tema: “a identidade da Psicologia no SUAS”)
- Mediação: Ianara Medeiros (CRP 05)
- Vanessa Terena (CFP)
- Sandra Regina Ferreira Barbosa (representante CNAS)
- Marleide Marques (CRP 04)
- Bárbara Malvestio (CRP 16)
- Vanessa Brito (CRP 05)
- Edilson Claudino Bicudo (CRP 06)
Dia 26 de setembro – sábado
09h às 14h: Apresentações de trabalhos dos eixos:
- EIXO I: Territórios e a construção da proteção social
- EIXO II: Ações de Proteção Social localizadas
- EIXO III: Cenários de emergência, desastres e subjetividade
- EIXO IV: Atuação no SUAS e o fortalecimento de laços
- EIXO V: Engajamento social e autonomia local como resistência
11h às 11h30: COFFEE BREAK
VISITAÇÃO AOS PÔSTERES DURANTE OS INTERVALOS.
DIVISÃO DE TRABALHOS POR SALA:
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9h |
Auditório |
Territorialidades, memória e cultura (09h as 11h)
Territorialidades, memória e cultura (11h30 às 13h30)
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| SALA 102 |
Territorialização, rede e articulação no território
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| SALA 103 |
Território, proteção social e cuidado
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| SALA 104 |
Participação social, protagonismo e resistência coletiva
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| SALA 105 |
Trabalho, gestão e atuação profissional no SUAS
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| SALA 106 |
Trabalho profissional, socioeducação e experiências de resistência
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| SALA 107 |
Proteção social, violências e grupos
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| SALA XXX |
Proteção social, cuidado, participação e práticas coletivas
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| 11h30 às 13h30 |
Auditório |
Territorialidades, memória e cultura
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| SALA 102 |
Territorialização, rede e articulação no território
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| SALA 103 |
Território, proteção social e cuidado
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| SALA 104 |
Participação social, protagonismo e resistência coletiva
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| SALA 105 |
Trabalho, gestão e atuação profissional no SUAS
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| SALA 106 |
Trabalho profissional, socioeducação e experiências de resistência
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| SALA 107 |
Proteção social, violências e grupos
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| SALA XXX |
Proteção social, cuidado, participação e práticas coletivas
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