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Confira a nota de apoio do CRP-16 ao posicionamento do Sindpsi-ES referente à atuação da categoria profissional durante a crise na segurança pública no ES

Postado no dia 8 de fevereiro de 2017, às 18:28

Leia também: nota do Ministério Público do Trabalho no Espírito Santo recomendando que empregadores não exijam a presença de seus empregados em função da crise da segurança pública no Estado.


O Conselho Regional de Psicologia do Espírito Santo (CRP-16) vem em nota posicionar-se em apoio às(aos) profissionais psicólogas(os) que, em função dos últimos acontecimentos de ordem pública, não se veem em condição de segurança para se apresentarem em seus postos de trabalho, seja em função dos riscos no deslocamento ao serviço, seja devido ao nível de exposição correlata à natureza de sua atuação profissional. Dessa forma, registramos o nosso apoio ao posicionamento do Sindicato dos Psicólogos no Espírito Santo (Sindpsi-ES) assim como as mobilizações sindicais e sociais que visem a garantia dos direitos sociais, conforme os princípios do estado democrático e pela efetividade das políticas e serviços públicos.

Acompanhamos com preocupação relatos e fatos ocorridos nos últimos dias, desde a interrupção dos serviços de policiamento ostensivo no Estado e lamentamos profundamente as ações e reações de sujeitos e grupos incidindo em episódios de violência que têm ganhado palco nos espaços públicos e gerado entre a população sensação extrema de medo e desconfiança. Tais incidências, que no imaginário social ganham força de movimento generalizado, produzem uma realidade de caos na cidade e reforçam preconceitos e distinções binárias, que insistem em apontar culpados e dividir as pessoas, inspirando ideias de “justiça com as próprias mãos”. Observamos serem disparados processos de recrudescimento da violência, retroalimentando a lógica punitiva nas relações e apontando para uma cada vez maior intensificação do desejo de extinção de uns grupos sobre outros. Todos somos atravessados pelos efeitos de uma produção de marginalidade e criminalidade que tem uma de suas bases fundantes exatamente nessa lógica penal, característica do Estado de Direito, o qual se consolida na organização de uma sociedade desigual e estruturalmente violenta.

Precisamos discutir essas questões permanente e efetivamente, para muito além dos debates acalorados pontuais e fragmentados desses momentos mais agudos de crise. Indo na mesma direção da maior parte dos órgãos públicos, instruímos as/os psicólogas/os e a sociedade em geral quanto a suas respectivas atuações profissionais a avaliarem com cuidado os riscos de exposição aos confrontos que têm ocorrido nos espaços públicos. E para além dos efeitos práticos desta nota, insistimos na necessidade de que cada um(a) analise criticamente esse cenário, buscando uma compreensão que vá além das notícias e repasses de vídeos que exploram toda a violência fruto desse estado de coisas, atentando para as consequências dessas reproduções no convívio social.

DIANTE DESSAS CONSIDERAÇÕES REITERAMOS O NOSSO APOIO AO POSICIONAMENTO DO SINDPSI-ES REFERENTE À ATUAÇÃO DA CATEGORIA PROFISSIONAL DURANTE A CRISE NA SEGURANÇA PÚBLICA NO ESTADO.


V Plenário do Conselho Regional de Psicologia da 16ª Região/ES

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